ZOONOSES: resistência antimicrobiana não mostra sinais de desaceleração

ZOONOSES: resistência antimicrobiana não mostra sinais de desaceleração

02 de março, 2019

Dados divulgados pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) e pela Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA), no final de fevereiro, revelam que os antimicrobianos usados ​​para tratar doenças que podem ser transmitidas entre animais e humanos (como campilobacteriose e salmonelose) estão se tornando menos eficazes.

Vytenis Andriukaitis, Comissário da UE para Saúde e Segurança Alimentar, afirmou que o relatório divulgado deve ser um alerta importante. "Isso mostra que estamos entrando em um mundo onde infecções cada vez mais comuns tornam-se difíceis - ou até mesmo às vezes impossíveis - tratar".

Para o Comissário, no entanto, políticas nacionais de limitação ao uso de antimicrobianos podem levar a uma diminuição da resistência. "Portanto, antes que os alarmes se tornem uma sirene ensurdecedora, vamos nos certificar de que cada vez mais atuemos juntos, em todos os países e na saúde pública como um todo".

De acordo com o relatório, que se refere aos dados de 2017, a resistência às fluoroquinolonas (como a ciprofloxacina) é tão alta nas bactérias Campylobacter em alguns países que esses antimicrobianos não funcionam mais para o tratamento de casos graves de campilobacteriose.

Além disto, a maioria dos países relatou que a Salmonella em humanos é cada vez mais resistente às fluoroquinolonas. A resistência a múltiplos fármacos (resistência a três ou mais antimicrobianos) é alta para Salmonella encontrada em humanos (28,3%) e animais, particularmente em S. Typhimurium.

Em Campylobacter, verificou-se proporções muito altas de bactérias resistentes à ciprofloxacina e às tetraciclinas. No entanto, a resistência combinada a antimicrobianos criticamente importantes foi relativamente baixa em Salmonella e Campylobacter de humanos e animais, bem como no indicador E. coli de animais.

"Agora é a hora de virar a maré sobre a resistência antimicrobiana se quisermos manter os antibióticos funcionando", disse Mike Catchpole, cientista-chefe do ECDC. "É particularmente preocupante quando se trata de resistência combinada: mesmo baixas proporções significam que muitos milhares de pacientes em toda a UE têm opções limitadas de tratamento para infecções graves".

Para a cientista chefe da EFSA, Marta Hugas, quando os Estados-Membros da UE implementaram políticas rigorosas, a resistência antimicrobiana diminuiu em animais. "Relatórios anuais de agências europeias e nacionais incluem exemplos notáveis. Isto deve servir de inspiração para outros países".

O relatório conjunto, que apresenta os dados recolhidos em 28 Estados-Membros da UE para seres humanos, suínos e vitelos - com idade inferior a um ano - confirma o aumento da resistência aos antibióticos já identificada nos anos anteriores.

Em junho de 2017, a Comissão Europeia adotou o Plano de Ação Única da UE contra a Resistência Antimicrobiana, exigindo uma ação efetiva contra esta ameaça e reconhecendo que ela precisa ser combatida tanto na saúde humana quanto na saúde animal e no meio ambiente. O uso prudente de antimicrobianos é essencial para limitar o surgimento e disseminação de bactérias resistentes a antibióticos em humanos e animais.

 

Fonte: The Dairy Site

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