Alta no custo de produção de leite bate recorde em setembro
25 de outubro, 2026
O custo de produção de leite atingiu uma alta de 2,67% no mês de setembro. Foi a maior alta registrada em um mês desde janeiro de 2025, conforme dados do ICPLeite/Embrapa. Somente no trimestre julho a setembro, os custos acumularam alta de 5,37%. Nos primeiros nove meses do ano a inflação de custos na produção atingiu 6,90%. Em doze meses, acumulou alta de 7,64%. No mesmo período a inflação brasileira, medida pelo IPCA, foi de 4,58%.
Custos crescentes há três meses seguidos e preços do leite em queda geram uma pressão sobre as margens financeiras dos produtores, sinalizando necessidade de atenção redobrada para o último trimestre do ano, iniciado em outubro, que sempre apresenta redução de margens.
Custo da alimentação disparou
O maior impacto no aumento dos custos se deveu à alimentação de “Concentrado”. Com uma alta de custos de 5,21% neste grupo, apenas em setembro, os preços do farelo de soja e de milho tiveram aumentos de 22,48% e 17,25%, respectivamente. Já o custo da silagem cresceu 2,53%. Numa comparação, a inflação oficial foi de 0,83% no mês. As variações para os sete grupos que compõem o ICPLeite/Embrapa estão no Gráfico 1.
Custo de produção em 2026 é recorde
O custo de produção de leite acumulou alta de 6,90%, nos primeiros nove meses de 2026, com os grupos “Minerais” e “Sanidade e reprodução” atingindo dois dígitos. Também houve variação substancial acumulada no custo da “Mão de obra” e no “Concentrado”. Para uma comparação, a inflação medida pelo IPCA acumulou 3,95%. Os dados constam do Gráfico 2.
Custo de produção também foi recorde para doze meses
No período de outubro/2025 a setembro/2026, a variação de custos de produção de leite foi de 7,64% . No mesmo período, a inflação oficial de 4,58%. Quatro grupos acumularam aumentos superiores ao percentual observado para a inflação de custo do leite, conforme Gráfico 3. Destes, “Mão de obra” e “Concentrado” têm maior impacto no resultado final, dados os seus respectivos pesos no cálculo.
Para o trimestre que fechará o ano, correspondendo outubro a dezembro, qualquer análise visando antever o futuro deve ser vista com cautela, pois existem vários fatores de risco que podem atuar mantendo custos elevados, como risco climático e custos de importação de insumos para a produção de milho e soja, além da silagem.

Fonte: Centro de Inteligência do Leite (CILeite/Embrapa)







































