Ficou mais barato produzir leite em fevereiro
18 de março, 2026
O custo de produção de leite, medido pelo ICPLeite/Embrapa, registrou forte queda (-0,8%) no mês de fevereiro, após elevação expressiva ocorrida em janeiro. O primeiro bimestre do ano fechou acumulando uma inflação nos custos de produção de 0,8%. Numa comparação entre fevereiro/2024 e fevereiro/2025, a inflação acumulada de custos foi de apenas 0,2%.
Queda na Alimentação do rebanho gerou queda no custo de produção
Dos sete grupos que compõem o ICPLeite/Embrapa, cinco tiveram redução de custos. Os destaques foram para os dois grupos que compõem a alimentação do rebanho que, além de terem apresentado as maiores quedas, também representam o maior peso no custo de produção de leite.
Embora o fubá de milho tenha apresentado elevação de preço, outros itens como farelo de soja, farelo de algodão e polpa cítrica registraram queda de preços, resultando em uma variação de -1,6% para o grupo “Concentrado”. Também o custo de silagem teve retração de preços, fazendo com que o grupo “Volumosos” apresentasse variação de -0,8%.
Apenas o grupo de “Sanidade e reprodução” apresentou acréscimo de preços (+0,5%), devido a ajustes nos preços de alguns medicamentos. Já o grupo “Mão de obra”, principal responsável pela elevação de custos no mês de janeiro, em fevereiro mostrou-se inalterado. Os dados constam do Gráfico 1.
Primeiro bimestre fecha com inflação por conta de Mao de obra
Dos sete grupos que compõem o ICPLeite/Embrapa, cinco tiveram custos menores no acumulado do primeiro bimestre. O custo de produção de leite teve uma elevação de 0,8% nestes dois primeiros meses do ano. Todavia, o custo acumulado de 5,8% da “Mão de obra” mais do que compensou as demais quedas somadas. Os dados detalhados para cada grupo constam no Gráfico 2.
Variações múltiplas de preços fazem inflação anual ficar próxima de zero
Os grupos de custos de produção de leite tiveram variações anuais muito diferentes entre si, com forte amplitude. Todavia, isso resultou numa variação de custos no período de doze meses de apenas 0,2%. O grupo de maior crescimento foi “Qualidade do leite”, com 7,7%. Outros três grupos apresentaram variação de custos positiva foram “Mão de obra”, “Energia e combustível” e “Sanidade e reprodução”. Os seguintes grupos apresentaram deflação: “Concentrado” (-0,6%), “Minerais” (-1,6%) e “Volumosos”, que atingiu -7,1%. Os dados em detalhes estão a seguir no Gráfico 3.
O Gráfico 4 mostra a variação mensal do ICPLeite/Embrapa, com variações periódicas de tendências a cada período que variou de dois a quatro meses. Em dozes meses, seis registraram deflação de custos. Nos seis meses que registraram inflação, o maior patamar foi de 1%, o que mostra que as margens dos produtores não foram pressionadas neste período por fortes e inesperadas variações de custos.

Fonte: Centro de Inteligência do Leite (CILeite/Embrapa)





































