Nova lei regulamenta a produção do queijo artesanal em Minas Gerais

Nova lei regulamenta a produção do queijo artesanal em Minas Gerais

24 de agosto, 2020

A produção de queijos artesanais em Minas Gerais ganhou uma lei específica para a regulamentação deste importante setor da gastronomia e economia estaduais. Na manhã da última quarta-feira (19/08), o governador Romeu Zema assinou o decreto da "Lei do Queijo Artesanal". Além de regular a produção e venda dos diferentes tipos de queijo, a legislação tem como objetivo a valorização dos produtos da cultura regional. 

De acordo com Zema, a Lei 23.157/2018, aprovada nesta quarta-feira, vai beneficiar aproximadamente 30 mil produtores de queijos artesanais em todo o estado mineiro. 

Presente na cerimônia de assinatura do decreto, o presidente da Associação Mineira dos Produtores de Queijo Artesanal (Amiqueijo) e da Associação de Produtores de Queijo Canastra (Aprocan), João Carlos Leite, afirmou que essa é "a concretização de um árduo e importante trabalho”.

Segundo ele, a lei “tornará viável as regras que oficializarão a produção artesanal de queijo como uma agroindústria e possibilitar a criação de variedades de queijos artesanais. Até então, só havia reconhecimento legal em Minas Gerais para o queijo minas artesanal”.

Carlos Leite afirmou, ainda, que o decreto assinado por Zema vai possibilitat a expansão da variedade de queijos artesanais produzidos em Minas, além de ser importante para a geração de renda, a qualidade de vida e a manutenção dos produtores.

Segundo a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o próximo passo é a regulamentação de cada tipo/variedade do produto, a fim de garantir que as especificidades de cada região sejam preservadas e consideradas no processo de regularização a partir de estudos técnicos.

Antes da normatização, apenas o queijo minas artesanal de casca lavada tinha embasamento legal para ser produzido no estado – sem permitir variações do produto. Agora, outras variedades poderão também ser reconhecidas e regularizadas, como por exemplo, o queijo cabacinha, requeijão moreno, queijos de Porteirinha e o artesanal das regiões de Alagoa e Mantiqueira.

A norma também permitirá a elaboração de queijo com leite de outras espécies como cabra, ovelha e búfala, além de reconhecer oficialmente novas técnicas para produção ou maturação dos produtos. O objetivo é estimular a diversificação do produto e incentivar os produtores, buscano novas oportunidades de mercado.

Expectativa

Com a regulamentação da Lei, os produtores que não são regularizados esperam adequar a produção antes de se inserirem ao Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), com o intuito de agregar valor ao produto e à região da Serra da Canastra – principal área de produção dos queijos. 

De acordo com levantamentos feitos pela Associação de Produtores de Queijo Canastra, existem pelo menos 735 produtores de queijo trabalhando sem o registro do IMA na região. Outros 65 produtores já estão cadastrados ou em fase de regulamentação dos documentos. 

Ainda segundo a associação, a produção média diária dos profissionais regularizados chega a 25 queijos, cuja valorização é cinco vezes maior em relação aos queijos produzidos de modo informal. As vendas dos produtores cadastrados na região somam R$ 81.250 por dia. 

 

Fonte: Jornal Estado de Minas

  • HIBRITE: a vaca Jersey que mais produziu leite no mundo

    Marcelo de Paula Xavier

    Produtor Rural, Administrador de Empresas e Mestre em Agronegócios

    HIBRITE: a vaca Jersey que mais produziu leite no mundo

  • Os cuidados com a anotação de dados e os impactos na avaliação genética

    Victor Breno Pedrosa

    Zootecnista, Prof. Dr. de Melhoramento Animal e Estatística

    Os cuidados com a anotação de dados e os impactos na avaliação genética

  • A importância do uso da “Ração Total Misturada” (TMR)

    João Ricardo Alves Pereira

    Zootecnista, Doutor em Nutrição Animal e Pastagens

    A importância do uso da “Ração Total Misturada” (TMR)

Proluv
Top